Outras Técnicas

Nesse espaço, apresentamos diversas técnicas, que representam importante apoio ferramental à avaliação de programas e de projetos – e à pesquisa, em geral.


Técnica Delphi

A Técnica Delphi, criada por Norman Dalkey, em 1955, é uma técnica projetiva que consiste na obtenção de opiniões de especialistas (peritos, cientistas, acadêmicos, empresários, executivos, etc.). Adota o anonimato das opiniões para que as mesmas não sejam contaminadas e para não personificar os resultados. O número de participantes entrevistados varia de 10 a 100. Baseia-se na busca do consenso entre as diferentes previsões elaboradas pelos especialistas.

É aplicada para prever a utilização de novas tecnologias e o seu impacto, projetar ambientes econômicos e tendências de comportamento do consumidor. É muito útil para a construção de cenários.

Cliente Espião (Mistery Shopper)

Mystery Shopper, também chamado "cliente espião“, é uma forma de pesquisa que simula a realidade para testar a qualidade do atendimento prestado por vendedores, recepcionistas, gerentes etc.

O Cliente Misterioso é um pesquisador, altamente qualificado para esta função, que se faz passar por um cliente bastante exigente. O objetivo é checar a eficácia do atendimento ou o impacto de um treinamento. Ou seja, é um "momento da verdade", pois o Mistery Shopper não se identifica como pesquisador por isso é tratado exatamente como são tratados clientes comuns. Quando a "compra estimulada" acaba, o pesquisador preenche um questionário que avalia o comportamento dos atendentes em diversos níveis.

O Mystery Shopper também pode visitar os principais concorrentes, para possibilitar a comparação dos serviços prestados. Atualmente, esta técnica também é utilizada em sites de e-commerce. Nesse caso, os pesquisadores entram nos sites como se eles fossem de fato realizar compras.

Entrevista em Profundidade

KAHN & CANNEL (1962) definem Entrevista em Profundidade como “a conversa a dois, feita por iniciativa do entrevistador, destinada a fornecer informações pertinentes para um objeto de pesquisa, e entrada (pelo entrevistador) em temas igualmente pertinentes com vistas a este objetivo.”

Baseia-se em um roteiro pré-estabelecido de perguntas, quer não é fixo, isto é, o entrevistador deve conduzir a entrevista a partir das respostas do entrevistado (quem direciona a entrevista é o entrevistado).

As entrevistas em profundidade demandam profissionais com bastante experiência. É ideal para os casos em que a amostra é composta de formadores de opinião e que tem horário difícil para a participação em focus groups.

Pesquisa-Ação

Na pesquisa-ação, o pesquisador posiciona-se como agente de mudança. Portanto, há imediato envolvimento do pesquisador no processo de mudança organizacional. Esta técnica enfatiza o treinamento do cliente, habilitando-o a perceber e solucionar problemas e processos.

Os projetos de pesquisa-ação produzem novos conhecimentos para a ciência comportamental e compreendem ações específicas a partir de problemas também específicos. Envolve a avaliação de resultados como base para diagnósticos posteriores e pode ser realizada por consultores organizacionais.

Técnicas Projetivas

As técnicas projetivas permitem revelar sentimentos e associações dos clientes, identificando aspectos não-mensuráveis por métodos de perguntas e respostas.

Alguns exemplos de técnicas projetivas são: brainstorming, teste da associação de palavras, teste de complementação de sentenças e de histórias, psicodrama e caricaturas.

Observação Participante

A Observação Participante parte do pressuposto de que o ambiente exerce grande influência sobre os indivíduos. O pesquisador interage com sujeitos no meio desses (contexto natural) e realiza coleta de dados sistemática e não-reativa. Os pesquisadores nem sempre revelam sua identidade de pesquisador.

O pesquisador realiza anotações em forma de diário codificado que é decodificado ao final de cada dia de trabalho. O diário é separado em fatos e impressões.

A observação participante pesquisa os sujeitos dentro de seus próprios ambientes, mas tem como limitação o risco de viés quando os pesquisados sabem que estão sendo observados.

Pode ser usado para pesquisa de clima organizacional e de comportamento do consumidor.

Sociometria

A sociometria é um procedimento que permite fazer avaliações sobre a afinidade que existe entre os membros de um grupo. Em geral, conta com a participação de todos os integrantes da equipe de trabalho e apresenta graficamente a estrutura interna de relações em um grupo. Divide-se em designação de pares positivos e de pares negativos.

Permite considerar padrões de relacionamento social (amizade, rede de trabalho ou distanciamento entre os membros). Pode indicar a dinâmica e a estrutura de influências em uma equipe. Tem sido utilizada para mapear as estruturas de poder nas organizações e, normalmente, requer complemento de outras técnicas de pesquisa.

Etnografia

Etnografia é o estudo dos povos, sua língua, sua raça, sua religião etc. É a ciência que descreve as culturas.

Em geral, é mais aplicada por antropólogos culturais e sociólogos. O pesquisador precisa ir para o meio do povo que ele está estudando e deve avaliar os fenômenos como eles são percebidos pelos participantes. Tem sido bastante empregada para que uma determinada cultura possa aprender com outra.

Uma preocupação central da Etnografia é o acesso à vida diária de uma comunidade na perspectiva dos participantes. São úteis para caso de joint-ventures, fusões, incorporações e parcerias que envolvem empresas de culturas diferentes.

Análise de Conteúdo

A análise de conteúdo compreende um conjunto de técnicas de análise de comunicação, que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens. Foi precedida pela retórica e pela lógica como práticas de tratamento de discurso.

A análise de conteúdo é um tipo de interpretação que ultrapassa o nível do senso comum e do subjetivismo - oscila entre a objetividade dos números e a fecundidade da subjetividade. Visa obter indicadores (quantitativos ou não) que permitem a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção das mensagens. Relaciona estruturas semânticas (significantes) com estruturas sociológicas (significados) dos enunciados e articula a superfície dos textos com os fatores que determinam suas características (variáveis psicossocias, contexto cultural, contexto e processo de produção da mensagem).

São técnicas de análise de conteúdo: análise da expressão; análise das relações; análise de avaliação ou representacional; análise da enunciação e análise temática. Aplica-se a textos de pronunciamentos, documentos, entrevistas, depoimentos e propagandas.

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